AÇÃO DE UM SÍMBOLO

 AÇÃO DE UM SÍMBOLO

 – Pergunta interessante que recebi hoje aqui na fanpage:

“Como os símbolos podem nos influenciar?

Qual o fator que PREPONDERA: a intenção com a qual e para qual eles foram criados ou o desenho em si?

Alguem desprovido de crenças e de conhecimentos pode receber algum tipo de retorno posivito ou negativo provenientes do uso de algum símbolo?”(Maurício)

Perguntas muito interessantes. Primeiramente é preciso ter o entendimento de que todo símbolo é a representação de uma egrégora e que uma egrégora é o foco mental de diversos pensamentos, formas pensamento e egrégoras menores, como engrenagens que sustentam uma egrégora maior. Sobre esse assunto das egrégoras eu falarei em breve no blog, até pra alertar as pessoas a se defenderem de certas energias associadas a egrégoras.

Respondendo as perguntas: símbolos são veículos energéticos, pois estão ligados como já mencionado aqui a egrégoras e terão maior ou menor poder de ação segundo diversos fatores: momento adequado ao seu propósito quando da sua criação e/ou divulgação ao público (e isso leva em conta, prioritariamente a força astrológica que o envolve), poder e conhecimento mental de quem o criou, capacidade de acumular energia (no caso a capacidade de atrair a atenção ou o pensamento das pessoas que, ao mesmo tempo que irão alimentá-lo energeticamente, receberão a energia que nele existe). 

Os símbolos, portanto podem nos influenciar mentalmente e energeticamente, não apenas segundo a sua capacidade de força energética, mas segundo a forma como nos ligamos a esse símbolo, como a pessoa ou as pessoas que controlam ou manipulam a egrégora desse símbolo irão utilizar a energia desse símbolo a favor ou contra determinada pessoa e como essa pessoa, mesmo não estando ligada mentalmente a um símbolo tenha capacidade de se defender de uma investida, por exemplo, de alguém que queira usar negativamente a energia de um símbolo sobre ela.

Um exemplo clássico disso, ou seja, símbolos ligados a egrégoras que utilizam dessa energia pra fazer o mal são os catimbós, quando alguém que deseja fazer mal a outra pessoa oferece um animal morto, normalmente com farofa e velas acesas em uma encruzilhada aos kiumbas. O tipo de animal representará o homem ou a mulher, a farofa a terra onde será enterrado, a vela o portal de energia pra que as entidades inferiores criem uma conexão energética com o pedido (de mal ou morte) que foi “rezado” na encruzilhada. Esse ritual específico e o uso específico de determinados objetos ou seres é um tipo de simbologia também e poderá afetar fortemente a pessoa vítima da “encomenda” mesmo que essa pessoa seja cética e não acredite em nada disso, pois o veículo energético, a força da egrégora e os espíritos (no caso, kiumbas a ela associados) irão agir sobre a vítima. 

Creio que esses esclarecimentos respondam a terceira pergunta. No geral, a dica que eu costumo dar é que as pessoas devem observar pra onde canalizam seu pensamento, seja em concentrações coletivas, grupos de emanação energética, orações coletivas e etc, pois muitas vezes os organizadores dessas egrégoras apenas desejam juntar ectoplasma dos incautos e normalmente escondendo essa intenção por trás de um ideal nobre do tipo “orar por tal país”, “sintonizar com tal portal” e coisas do gênero. É preciso conhecer bem quem organiza esse tipo de atividade para que uma pessoa mesmo bem intencionada não acabe por se tornar um doador de energia para propósitos menos nobres. 

Tem várias formas de detectar isso, se a pessoa que organiza a egrégora tem muita preocupação com fama, em divulgar o próprio nome ou está mais preocupada com questões financeiras que envolvam a atividade em si do que espirituais, é porque provavelmente não está com propósitos nobres, mesmo que o discurso seja bonito e “floreado” de uma bela retórica. Não é porque alguém fala de amor ou escreve textos que falam de amor que necessariamente esse alguém buscará sinceramente praticar o amor, essa, aliás, é uma das técnicas mais rasteiras de magos negros e asseclas: adoram falar de amor, de valores, de como se deve agir, mas dificilmente colocam os nobres valores em prática. 

Quem muito fala, mas não doa um tempo semanal para o trabalho de caridade, de “botar a mão na massa”, mas quer tão somente os holofotes e os aplausos dos seguidores é porque certamente não está com boas intenções. Isso sem falar em horário: concentração coletiva entre meia noite e uma meia da madrugada (pior ainda em quintas feiras de lua cheia) é dia e hora clássico de trabalho de magia negra, é preciso ficar atento com convites pra esses dias e horários. Falei mais sobre isso no post do blog “A Arte da Magia”: http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com.br/2012/04/arte-da-magia-umbanda-e-kimbanda.html

Finalmente respondendo a segunda pergunta: o que prepondera é a intenção e o conhecimento magístico de quem criou determinado símbolo ou prática que represente uma egrégora (que também não deixa de ser um símbolo, um veículo de manifestação energética), pois dessa forma criará uma combinação (desenho, cores, palavras, sons) mais adequada ao seu propósito e que possibilitará uma maior ou menor atração de energias para a egrégora que será manifestada pelo símbolo. Isso implica dizer que não importa muito a intenção de como alguém usa um símbolo mas sim a real intenção por trás de quem o criou, pois se a pessoa que usa esse símbolo tiver uma intenção divergente, em nada conseguirá acessar a estrutura mental da egrégora que envolve o símbolo.

Vamos a um exemplo hipotético: imagine que um encarnado, ligado a falanges umbralinas, tenha criado uma egrégora com alguns símbolos que supostamente auxiliassem na cura de doenças, mas que na verdade a intenção real de quem criou é simplesmente sugar as energias negativas do paciente pra armazenar em reservatórios umbralinos. 

O discurso é “lindo”: “basta usar com fé tal símbolo que a pessoa poderá curar outras”, mas na verdade o que ocorre é que o símbolo, nesse caso, é usado como um portal direto pra levar as energias negativas retiradas para reservatórios de ectoplasma, ou seja, nesse caso hipotético o paciente fica melhor (temporariamente) pois sente menos dor, parece que foi feito um lindo trabalho de cura mas na verdade aquela energia foi levada pelo símbolo/egrégora para seu real propósito: alimentar energeticamente milícias umbralinas. Não importa se a pessoa que usa esse símbolo, nesse caso, crê piamente que só fará o bem, pois o símbolo juntamente com sua egrégora já tem uma programação a qual essa pessoa não tem acesso; por mais que ela se doe ou seja bem intencionada, se usar nesse caso hipotético o símbolo acabará por criar um portal (função do símbolo nesse caso) que levará a energia negativa e com certa cota de ectoplasma a ela ligada para o destino umbralino. 

Por isso é importante saber a procedência de um símbolo (dia e horas astrológicas), as práticas e rituais a ele ligados e sobretudo da pessoa que comanda ou manipula a egrégora pra que se possa ver além do discurso floreado e bonitinho e dessa forma sentir, realmente, o real propósito que está ali, muitas vezes oculto a maioria.